SOBRE A RETA DO FIM

Esta obra tem a ver com o tempo real. Crises politicas, sociais e morais começaram a propagar de forma avassaladora nossa realidade. A arte (que já não era) passa a não ser ou ter prioridade. Cias de dança relevantes que outrora foram referencias de toda uma geração começarão a fechar suas portas. A falta de perspectiva prevalece. Não se deixando contaminar e, na tentativa de sair desta quase “zona morta” a pergunta que nos motivou para o momento de criação foi: persistir ou desistir? Embora o título possa dar a entender que seja um ponto final; esta leitura é equivocada. Fazendo da resiliência o mote principal para prosseguir e se colocar “sobre” e não “na” reta do fim.

Direção e Coreografia: João Perene

Trilha: Johann Jóhannss, Xiao Li, Apparat,   Kevin Shields

Cenografia: João Perene

Figurino: João Perene

Luz:     Gerard Laffuste

 
 

QUARAL

A obra nada mais é que uma celebração sobre as coisas simples da vida, uma saudação, uma explosão de cores e ritmos  proeminentes de varias regiões Brasil,  que aliados a pesquisa do movimento,  criam  um dialogo entre a tradição  e a contemporaneidade para compor  o espetáculo e sua singularidade. O espetáculo não tem um roteiro, uma dramaturgia, porque não foi concebido seguindo esta formula, e talvez se passe em um território imaginário, tendo como único propósito, através da miscigenação de linguagens, impregnar o palco e contaminar a plateia com a poesia e beleza de corpos que rasgam o espaço festejando o prazer viver.  

Direção e Coreografia: João Perene

Trilha: Harad Weiss, Carlinhos Brown, Ramiro Mussoto, Selma do coco, Djalma Correa, Dino Barione

Figurino: João Perene

Luz:     Gerard Laffuste

 

Inspirado no conceito que o tempo não passa de uma seqüência descontínua de instantes sempre novos, sem relação uns com os outros do filósofo Gaston Bachelard, e nas teorias “liquidas” do sociólogo Zigmunt Bauman; que pontua  relações que escorrem sem muitos obstáculos; Instante Dilatado é uma metáfora sobre o tempo; é um espetáculo que versa sobre a velocidade. Uma proposta  onde as leis do tempo como conhecemos, deixam de valer. Em cena, cinco bailarinos que, de maneira autônoma e inexplicável, descobrem uma forma de abrir uma cisão no tempo/espaço, resgatando e dilatando por breve período, um fragmento relevante de suas vidas – fazendo vir à tona para a platéia o Instante poético de cada um.

Direção e Coreografia: João Perene

Trilha: Pepe Cisneiro, Jun Miayke, David lang, Fever Ray

Cenografia: João Perene

Figurino: João Perene

Luz: Gerard Laffuste

INSTANTE DILATADO

 
 

O AZUL DE KLEIN

Inspirada na descoberta do azul penetrante (IKB) feita pelo artista plástico francês Yves Klein - tom de cor este, que provoca um magnetismo que permanece na memória – a obra em questão não conta uma historia, mas se concentra na materialização da sensibilidade da alquimia ate a descoberta de um pigmento puro e único.  Esta essência é revelada a partir dos movimentos dos interpretes no palco, que por meio de procedimentos poético, buscam delinear a corporalidade como componente fundamental para uma operação tradutória de uma cor.

Direção e Coreografia: João Perene

Trilha: Pepe Cisneiro

Cenografia : Gilson Rodrigues

Figurino: João Perene

Luz: Gerard Laffuste

MONÓLOGO PARA ALGUNS CORPOS

A partir de relações individuais, do observar o outro para ver a si mesmo, o espetáculo relata o homem sem rumo, o criador e vitima de sua própria incomunicabilidade. Desencontros, labirintos e reencontros  e as reações de corpos distintos que se conectam , diante de uma mesma reação comum a todos.

Direção e Coreografia: João Perene

Trilha: Einsturzende Neubauten, Sakamoto, Alien Soap Opera, Armand Amar, Gabrielle Roth

Cenografia: João Perene

Figurino: João Perene

Luz: Gerard Laffuste

 

SOCO NO VENTO

A omissão, a não verbalização o que esta implícito,  existindo submerso aparentemente invisível mas, norteando todos os deslizamentos e acomodações do território emocional. Como palavras que não foram ditas que conseqüentemente nesta zona de auto defesa, acabam encadeando uma “superposição” deixando rastros do passado interferirem no presente.

Direção e Coreografia: João Perene

Trilha: Armand Amar, Einsturzende Neubauten.

Figurino: João Perene

Luz: Gerard Laffuste

 

DESEJO FATIADO

O ato da criação é algo que tem a ver com a urgência do tempo real e com as inconformidades para nos mantermos lúcidos e atentos a vida. Desejo fatiado exibe um olhar que é cru e rigoroso de todo aquele se descobre encerrado na condição da espera. Espera-se muito, não se sabe bem o que, nem a quem, e nem para que se espera, espera-se que algo aconteça, mas poucos fazem acontecer, Pois o que se vê a frente esta borrado, indistinto.

Direção e Coreografia: João Perene

Trilha: Marcio Mello, Galvin briars, Jurgen knieper, Win Mertens, Harald Weiss, kevin Shield.

Cenografia: Zuarte Jr

Figurino: João Perene

Luz: Gerard Laffuste

 

FARPAS E LÂMINAS

DE UM CORPO INVISÍVEL

Abordando questões como: preconceito, rejeição, homofobia, aborto e violência – Temas ainda latentes na atualidade; O espetáculo utiliza a arte da dança para instigar, incomodar e provocar  a quem assista, a fazer  uma reflexão sobre posturas pré-estabelecidas. A intenção do espetáculo não é simplesmente o entretenimento, e sim, jogar luz em cantos obscuros da alma, revelando medos e dores que povoam a mente humana.  O questionamento por trás do roteiro é : até onde vai à intolerância do homem perante algo ou alguém considerado fora dos padrões ? O objetivo maior da obra, é a esperança de que estes temas abordados, um dia façam parte apenas do nosso imaginário social.

Direção e Coreografia: João Perene

Trilha: Arvo Part, Hanza El Din,  Lucid Terror, David Darling

Figurino: João Perene

Luz: Gerard Laffuste

 

FRAGMENTOS REVISITADOS

Acreditando que toda obra artística acaba deixando uma lacuna, talvez com  intuito de desafiar o seu criador a revisitá-la sem o risco de perder sua essência estética -  A obra    pautada  pela criação de  movimentos abstratos que ressaltam aspectos matemáticos e requintados, desenvolvida  pela Cia, teve como principio encontrar uma ponte, com o objetivo de provocar  uma intertextualidade entre composições que integram o repertorio da Cia, e células coreográficas que por motivos diversos foram descartadas e arquivadas de propostas passadas.

Direção e Coreografia: João Perene

Trilha: Gavin Briars, David Lang, Pepe Cisneiro, Nina Hagen

Figurino: João Perene

Luz: Gerard Laffuste

 

COÁGULO

Parte-se da concepção de que existem dois mundos distintos, ou seja, duas formas de estar diferente com os nossos “Discursos”, e a fácil maneira de se defender com uma dureza apenas aparente. Coágulo nos mostra um individuo que se anula devido ao grande vazio que instalou em si. Deixou de ser, de estar e de sentir. Um indivíduo que convive com os outros mas sente a ausência de si mesmo e, desta forma,diante do inexplicável , ficou preso a sua finitude.

Coreografia: João Perene

Trilha: Arvo Part, Einsturzende Neubauten

Figurino: João Perene

 

LAPSOS DE MEMÓRIA

A ideia surge a partir de uma questão bem simples e determinante: ao conversarmos com um indivíduo virtualmente (online), esta pessoa esta presente ou ausente? E porque o homem ultimamente tem negado constantemente o corpo real, em troca de um corpo ideal (virtual), pois com isso ele acaba negando a si mesmo, não sendo capaz de tomar conta de sua própria humanidade para realizar-se.

Direção e Coreografia: João Perene

Trilha: Tennis

Figurino: João Perene

Luz: Gerard Laffuste

CONTATOS

Produção

+55 71 991240296

joaoperene@hotmail.com

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